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CARRIE, A ESTRANHA ( Stephen King)



Eu sempre ouvi falar de Stephen King, mas nunca li nada dele. Lembro que na escola tinha o livro Iluminado, mas vi muita gente falando que não era um bom começo. E que o mais indicado era Carrie.
Toda vez via o livro no site, mas nunca comprei. Até que achei em um dos campus da minha faculdade e peguei emprestado. Eu comecei a ler esse livro no dia em que voltei para casa dos meus pais. Moro a uma distancia de duas horas e meia, mais ou menos. Mas foi o suficiente para conseguir concluir o livro.
As vezes não consigo ler em ônibus, me causa náuseas, mas por incrível que pareça, eu não consegui largar o livro. Finalizei ele nessa viagem.

O livro conta a história de Carrie, ela mora com a mãe, Margareth White, que é uma fanática religiosa e criou sua filha com muita MUITA MESMO rigidez.
Carrie sempre foi vitima de bullying na escola, e isso só piorou quando, já com 16 anos, ela passa por uma situação extremamente traumática no vestiário feminino. A escola toma medidas contra as agressoras de Carrie, que são as garotas populares desse colégio.
Até então Carrie sabe que é diferente, mas não consegue entender sobre isso. Ela tem poderes telecinéticos. Capacidade de mover objetos. E de alguma forma seus poderes estão ligados a suas emoções.
Com a chegada do baile, e quase  todos os alunos estão animados para isso. Carrie é convidada para o baile,  obviamente aceita, e pela primeira vez ela começa a se sentir como uma pessoa normal.

Infelizmente, isso muda, devido a algumas coisas que acontecem no baile, que faz com que a garota deseje se vingar de tudo e todos, e da pior maneira que ela conhece.



O livro é dividido em três partes: “Brincando com Sangue, A Noite do Baile e Os Escombros”
Apesar de boa parte do desenvolvimento da história ser na parte “ A noite do Baile”, o clima de tensão criado pelo autor na primeira parte foi incrível. E a ultima parte melhor ainda.
O livro é escrito em terceira pessoa, o que proporciona uma visão de todos na história. E o que achei sensacional, é que no meio do livro há “ reportagens, depoimentos, pesquisas, teses...” que pelo o que entendi cientistas pesquisaram o que ficou conhecido como “caso Carrie”. O que é muito interessante de analisar.


É um livro que me deixou de certa forma inquieta, pulga atrás da orelha, os temas tratados no livro são fortes e, infelizmente, atuais. Me fez ver, também, o quanto as pessoas conseguem ser cruéis. E não estou falando de Carrie, mas sim as pessoas que faziam bullying com ela. É horrível.

Margareth também não escapa de ser cruel. “tá aí” uma personagem que entendi, mas ao mesmo tempo não. deixe-me explicar. Consegui entender o que o autor quis dizer quando criou essa personagem, mas não consigo entender o porque dessa ideologia que ela segue. Não estou aqui para julgar religião alguma, até porque tenho minhas próprias crenças e Fé. O porque desse fanatismo, o que leva uma pessoa se tornar alguém como Margareth?

Outra coisa que ouvi muitas pessoas comentando é que o autor constroem muito bem seus personagens, principalmente os secundários. E que todos têm um papel fundamental na história. O que de fato pude compreender quando li o livro.

Sabe aquele ditado “ Não te conheço direito, mas já te considero pakas?!” então, tive esse sentimento com o autor. Não vejo a hora de ler outro livro dela, mas nem sei por qual ler.
Para aqueles que querem começar a ler Stephen King, falo por experiência própria, é uma boa escolha, mas digo isso porque não li, ainda, outro livro do autor. E para aqueles que gostam de terror, também indico. Vale a pena ler.


Beijos e até a próxima
Jéssica Tolare


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