[RESENHA] AS GÊMEAS DO GELO - S. K. TREMAYNE

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Nome: As gêmeas do gelo
Autor(a): S. K. Tremayne
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 365
Ano: 2016


Sinopse:
Um ano depois de Lydia, uma de suas filhas gêmeas idênticas, morrer em um acidente, Angus e Sarah Moorcroft se mudam para a pequena ilha escocesa que Angus herdou da avó, na esperança de conseguirem juntar os pedaços de suas vidas destroçadas. Mas quando sua filha sobrevivente, Kirstie, afirma que eles estão confundindo a sua identidade — que ela é, na verdade, Lydia — o mundo deles desaba mais uma vez. Quando uma violenta tempestade deixa Sarah e Kirstie (ou será Lydia?) confinadas naquela ilha, a mãe é torturada pelo passado — o que realmente aconteceu naquele dia fatídico, em que uma de suas filhas morreu?

UMA LIGAÇÃO INQUEBRÁVEL, UMA VERDADE INTOLERÁVEL

O livro apresenta a história da família Moorcroft. Sarah e Angus são casados e tiveram duas filhas gêmeas, Lydia e Kirstie. Crianças felizes e singulares, que encantavam qualquer pessoa que as vissem. Elas tinham própria linguagem, que muitas vezes ninguém entendiam. Era como se uma conseguisse ouvir o pensamento da outra. Elas era lindas, inteligentes e tão idênticas que muitas vezes nem os pais conseguiam diferenciá-las. Mas isso começou a mudar quando a personalidade delas começaram a se sobressair. Lydia é mais tímida, introspectiva, calma, parecida com a mãe. Enquanto Kirstie é mais extrovertida, alegre, agitada, igual ao pai.

A família vai “bem” até que uma catástrofe acontece. Uma das gêmeas morre. E depois de 14 meses do acidente, Kirstie, que sobrevive, afirma que os pais estão confundindo sua identidade, que na verdade ela é a Lydia.

- Mamãe, por que você continua me chamando de Kirstie?
Não respondi. O silêncio impera. Então falo:
- O quê? Não entendi, querida.
- Por que você continua me chamando de Kirstie, mamãe? Kirstie está morta. Quem morreu foi a Kirstie. Eu sou Lydia.


Depois disso o mundo deles desmorona mais uma vez. E após Angus herdar uma pequena ilha na Escócia, a Eilean Torrane, eles decidem que a melhor solução é se mudar para essa remota ilha. E com isso eles enfrentam mais um problema.

A ilha é em um lugar no meio do nada, que ao mesmo tempo que aparenta ser lindo é isolado e meio obscuro, a ponto de ser macabro. No livro há algumas imagens da ilha mostrando a ilha.


E isso só piora com a Kirstie / Lydia que muitas vezes insiste em ser uma das duas. Ora ela diz que é a Lydia , ora ela diz que é a Kirstie.



A menina não consegue se entrosar com as outras crianças na escola, devido ao fato de insistir que a irmã morta estar sempre com ela.
E em meio a tantos segredos, Sarah e Angus começam a rever os acontecimentos do passado e se questionam se realmente confundiu as gêmeas a ponto de não saber diferenciar qual realmente morreu.
A cada página que passa você vê os acontecimentos mudarem de uma forma inimaginável. É um thriller psicológico e terror, em que realmente, em certos pontos, dá medo.

Brilha, brilha, estrelinha… quero ver você brilhar…
Faz de conta que é só minha… só pra ti irei cantar…
Brilha, brilha, estrelinha… brilha, brilha lá nó céu… vou ficar aqui dormindo...”

Essa música nunca deu tanto medo que nem deu quando aparece nesse livro.

Fazia tempo que eu não lia um thriller tão formidável. Ele é escrito tanto pelo lado de Sarah quanto de Angus, e ambos vão revelando alguns pontos das histórias, sempre deixando um ar misterioso que faz com que o leitor não saiba se realmente acredita no personagem ou não.

Tremayne fez um trabalho primoroso, instigante, perturbador e que vale a pena ser lido. Desperta a curiosidade e faz levantar teorias sobre o que realmente aconteceu.


Beijos e até a próxima,
Jéssica Tolare





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