BIBLIOTECA REAL GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA

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Hey gente, como futura Bibliotecária e uma rata de biblioteca assumida, resolvi criar essa coluna onde pretendo falar sobre as diversas bibliotecas do mundo, tanto antigo quanto atual. É uma forma de conhecer e aprender um pouquinho, e sempre acredito que todo conhecimento é bem-vindo. Navegando em sites encontrei essa biblioteca muito linda aqui no Brasil.
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Em 14 de maio de 1837, um grupo de 43 emigrantes português reuniu-se na casa do Dr. Antônio José Coelho Lousada, no Rio de Janeiro, e resolveu criar uma biblioteca para ampliar os conhecimentos de seus sócios e dar oportunidades aos portugueses residentes na capital. *(resolvi praticamente copiar esse parágrafo justamente por ele estar escrito assim e, como brasileira, e levando em consideração toda a história do Brasil nas mãos dos portugueses, é meio problematizador, mas, como disse, é exatamente assim que é descrito no site oficial, sendo assim, fica aqui a informação e a minha humilde opinião sobre esse pedaço).

A maioria desses homens eram compostas por comerciantes da praça, muitos perseguidos em Portugal pelo absolutismo e que tinham emigrado para o Brasil. Foi o caso de José Marcelino Rocha Cabral, advogado e jornalista, que iria ser eleito primeiro presidente da instituição.

Em 1900, o Gabinete Português de Leitura transforma-se em biblioteca pública, qualquer pessoa pode ter acesso aos livros da sua biblioteca. E logo depois Benjamin Franklin de Ramiz Galvão é convidado pelo presidente da instituição, Ernesto Cibrão, para organizar um novo catálogo do acervo bibliográfico, tarefa que vai terminar em 1906. Nesse mesmo ano o rei D. Carlos atribui o título de “Real” ao Gabinete e tem lugar, no Salão dos Brasões, uma grande exposição, dos 125 quadros apresentados foram vendidos 26.

O Real Gabinete Português de Leitura possui a maior e a mais valiosa biblioteca de obras de autores portugueses fora de Portugal. Sua localização é aqui no Brasil, no Rio de Janeiro. O seu acervo é em torno de 350.000 volumes, todos inteiramente informatizados.


Em 15 de março de 1935, pelo decreto nº25.134, o governo português concede ao Real Gabinete o benefício de receber de todos os editores portugueses um exemplar das obras por eles impressas, permitindo uma atualização permanente da biblioteca em termos do que se edita em Portugal.

A biblioteca recebe de Portugal, pelo estatuto do “depósito legal”, um exemplar das obras no país. Além de Macau, que agora está sob a soberania da China e que até pouco tempo também era beneficiada com o “deposito legal”, o Real Gabinete é a única instituição, fora do território português, que mantém esse privilégio.

Nos anos 1940 cria-se o Instituto de Alta Cultura com o objetivo de desenvolver o intercâmbio cultural entre os dois países.

Algumas obras raras ou até mesmo manuscritos podem ser consultados por investigadores e especialistas com autorização especial. A consulta é franqueada aos leitores no salão da biblioteca, com auxílio das bibliotecárias.

Os sócios do Real Gabinete, que estão em dia com a contribuição mensal, podem levar até 3 livros como empréstimo a domicílio por 15 dias, desde se trate de edições posteriores a 1950.




Beijos e até a próxima,
Jéssica Tolare

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