[CAFÉ DA MADRUGADA] PURO PROTOCOLO SOCIAL

03:15:00




Certa vez estava em um cursinho pré-vestibular, e conversando com um professor, ele me cumprimentou e perguntou se estava bem. Apenas respondi que sim e mais nada. Logo em seguida ele me perguntou se eu não iria perguntar se ele estava bem. Na hora respondi que não, porque, convenhamos, a verdade é que eu não queria saber, pois independentemente da pergunta, a resposta seria uma mentira.

Em conversas assim ou até mesmo com amigos e parentes que não te conhecem o suficiente, a pergunta nunca é respondida de forma verdadeira. Aquele famoso “Estou bem e você?”, as pessoas não saberiam reagir se a resposta fosse na negativa. Por exemplo, tenho quase certeza que meu professor não saberia o que fazer se eu respondesse que não estava bem, que estava surtando por causa do vestibular. E duvido que a resposta dele seria “não estou bem” diante de uma sala de cursinho com mais de 30 alunos. Porque as pessoas não querem saber.

Uma pessoa vira para a outra e pergunta como ela está, independentemente da resposta, ela vai e diz o porquê de ter chamado a outra para conversar. Não seria mais fácil, então, se ela já fosse direto aos objetivos delas?

Mas, veja bem, eu, me exemplificando novamente, apenas pergunto como a pessoa está se realmente quero saber. Uma amiga por exemplo, algum parente, meu irmão, meus pais ou até mesmo se vejo algum desconhecido na rua que vejo que não está se sentindo bem, pode estar passando mal. Porque fico preocupada com o bem estar da pessoa.

A verdade é que isso é apenas protocolo social e tornou-se tudo tão automático, que não entendemos a gravidade dessa pergunta. Estamos falando de como uma pessoa está se sentindo, se ela está bem, tanto fisicamente, quanto sentimentalmente ou psicologicamente, não um objeto, robô onde a resposta será a mesma sempre.

Por isso, só faça essa pergunta se você realmente quer saber como a pessoa está.


Beijos e Até a próxima,
Jéssica Tolare

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