[INDICAÇÃO LITERÁRIA] SUICIDAS – RAPHAEL MONTES

07:30:00




Nome: Suicidas
Autor: Raphael Montes
Editora: Benvirá
Páginas: 488
Ano: 2012

Sinopse:
Um porão, nove jovens e uma Magnum 608. O que poderia ter levado universitários da elite carioca – aparentemente sem problemas – a participar de uma roleta-russa? Um ano depois do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista, até então mantida em segredo pela polícia, ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio. Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o fatídico episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte de seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e, sorrateiramente, algo maior começa a se revelar.


Já tinha ouvido falar no autor, pelo livro Dias Perfeitos, que está fazendo maior sucesso e sendo tão bem comentado. Acabei encontrando ele, e fui conquistada pela premissa. Uma história sobre Roleta-Russa. Para quem não sabe esse “jogo” consiste em colocar uma bala no “tambor” do revólver, girá-lo e apontar a arma para a própria cabeça e atirar.

Voltando à história, nove jovens, entre seus vinte anos mais ou menos, oriundos de família de classe média alta, resolvem fazer esse jogo da roleta-russa e no final todos eles estão mortos. No entanto, quando a polícia encontra seus corpos, eles não fazem ideia do que pode ter levado essas pessoas a cometerem suicídio.

Um ano após da morte deles, a delegada Diana Guimarãe reúne as mães desses jovens para discutir e tentar entender o que levou nove jovens a tirarem as próprias vidas, já que novas pistas surgiram e tudo ainda é um mistério. E através da leitura realizada pelas anotações deixadas por eles, a história, aos poucos, vai sendo desvendada.

O livro é dividido por três pontos de vistas. Um sendo as anotações que foram feitas antes do dia fatídico, um que se passa durante a roleta-russa e a discussão da delegada com as mães, um ano depois, que têm que ouvir cada morte do próprio filho e tentar entender o ocorrido.

Sem dúvida alguma é um livro sensacional. A cada parte, a cada segredo revelado, a cada morte, vai te deixando apreensivo e curioso para entender toda a história como um todo. Confesso que no começo confundia um pouco quem era a mãe de determinado personagem. Mas nada que no decorrer da leitura não dê para entender.

Interessante é analisar cada personagem, as decisões que eles tomaram por conta. Afinal, a partir de que momento uma pessoa considera válido tirar a própria vida? Sem contar que o final é maravilhoso. Geralmente pode ser considerado um final clichê, de certa forma. Mas, ao mesmo tempo, o autor consegue fugir disso. Estava tão envolvida com a leitura que não consegui adivinhar o final. Coisa que normalmente adoro fazer.

Os personagens foram bem construídos, cada um com sua própria personalidade e singularidade. Por mais que ele pareça ser um livro grande, a escrita do autor é envolvente e fluida, e a curiosidade de terminar logo, torna tudo mais rápido ainda.

Do autor, primeiramente, li Suicidas e em seguida li O vilarejo (logo tem resenha aqui no blog) e comecei Dias Perfeitos, é notável a evolução de sua escrita, mas, mesmo assim, o primeiro é maravilhoso.


Beijos e até a próxima,
Jéssica Tolare

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